Campanhas contra a violência doméstica – Qual a efetividade em favor das mulheres?

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Por: Dr. Leonardo Rangel 

Muitos vêm  a publico expressar que são contra a violência contra a mulher. Marcam um “X” na palma da mão e pronto, – “Já apareci e isso politicamente é bom de mais” – pensam. No entanto, o que essas pessoas efetivamente fazem para proteger a mulher?
Longe de qualquer discussão ideológica ou até politica, devemos encarar esse problema como sendo nosso, sim, meu e seu. Tem que se colocar tanto no lugar da vítima como do autor e começar a analisar cada caso individualmente.

Estando na cabeça de um agressor, somente na cabeça, percebo que não teria como eu entrar na mente dele, pois jamais agrediria uma mulher; NADA justificaria tamanha crueldade. Falo isso de agressão física, psicológica, emocional, moral,  patrimonial e por ai vai. De fato uma consciência mediana, estabelecida pelo direito como HOMEM MÉDIO, não conseguiria.

A mulher não é difícil, isso é algo pseudo- cultural estabelecido. Independentemente da época, ela apenas quer constituir família, ser amada, respeitada e compreendida (pode ser as mais brutas das mulheres – risos -).

Teve uma grande mudança patrimonial na vida das mulheres, pois hoje são bem mais independentes e livres, souberam evoluir para chegar em um lugar confortável tanto no trabalho como na vida pessoal. ISSO É O QUE UMA MULHER PRECISA.

Observem: o narrador não consegue entrar na mente do homem. Por que o leva a cometer um crime de tamanha crueldade?

Então tá, o homem do sexo masculino não conseguiu evoluir ao passar dos tempos – existem suas exceções. Continua a imperar o machismo e a tendência não é acabar com os fatos recorrentes, e sabem o motivo?
– Enquanto a sociedade fica em protestos em defesa da mulher, criam-se leis, modificam códigos e fazem o que acreditam ser necessário, mas acabamos esquecendo de fechar a ferida, estamos apenas fechando sem aplicar o remédio correto.

– O que de fato seria o remédio correto? Simples: investir em educação básica, inclusive incluindo na grade curricular a matéria de CIVILIDADE,  o respeito e a liberdade de cada um, independente do sexo, etnia, religião (…)  conforme descriminado no Art. 5º da Constituição, sendo, ao meu ver, que o único  antídoto é começar a mudar a cabeça das crianças para que no futuro tenham mais respeito pelas mulheres,

ISSO SIM É ATUAR E DIZER QUE ESTAMOS  NOS IMPORTANDO COM A VIDA DE NOSSAS MULHERES

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