Deputados do RJ fazem campanha contra permanência de Witzel

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Alguns deputados estaduais do Rio de Janeiro estão fazendo uma campanha nas redes sociais contra a permanência do governador afastado Wilson Witzel (PSC) no Palácio Laranjeiras. O edifício histórico, localizado na zona sul da capital, é a residência oficial dos governadores do estado.

Nesta quinta-feira (8), alguns parlamentares postaram em suas redes sociais uma imagem de Witzel e do prédio histórico acompanhado da frase: “saia do Palácio Laranjeiras!”. O deputado Luiz Paulo (PSDB) foi um deles. 

“Não é justo que o cidadão fluminense, duramente atingido por tantos casos de corrupção e má gestão dos recursos públicos em pleno período de pandemia, siga pagando essa conta. Embora a legislação não obrigue que o governador afastado Wilson Witzel deixe o Palácio Laranjeiras, enquanto o julgamento do seu impeachment não for finalizado, seria justo com a população que o mesmo recolhesse seus pertences pessoais e aguardasse o desfecho do processo em sua residência”, afirmou no post o parlamentar. 

Leia mais: Witzel é o primeiro governador do Rio a sofrer processo de impeachment; entenda

O deputado Renan Ferreirinha (PSB) também usou as redes sociais para criticar a permanência do governador. Questionou, em seu perfil do Twitter, o motivo pelo qual o governador afastado continua a morar no palácio já que não está atuando na função.

“Witzel está afastado do cargo de governador e desde o dia 28 de agosto não vem trabalhando efetivamente para o estado. Sendo assim, por que ele ainda está no Palácio Laranjeiras? É justo que, enquanto Witzel se esbalda na mordomia, o cidadão fluminense pague a conta?”, questionou o parlamentar.

Sobre o palácio

O Palácio Laranjeiras foi construído, em 1909, pelo empreiteiro e industrial Eduardo Guinle. Em 1947, o prédio foi vendido ao governo federal. Anos depois, foi utilizado como residência do presidente Jucelino Kubitschek, que governou em 1956 e 1961. Isso porque Jucelino não quis utilizar a então residência oficial da Presidência, localizada no Palácio do Catete, após o suicídio de Getúlio Vargas, dois anos antes de assumir o cargo. 

 



O Palácio Laranjeiras foi construído, em 1909, pelo empreiteiro e industrial Eduardo Guinle / Divulgação

Em 1968, durante a ditadura militar, o palácio sediou reunião presidida pelo Marechal Arthur da Costa e Silva, em que foi aprovado pelo Conselho de Segurança Nacional o Ato Institucional Nº 5 (AI-5), considerado o golpe mais duro do período.

Em 1974, após a transposição da capital federal do Rio para Brasília, o palácio foi doado ao governo estadual. Desde então, foi alternando sua função entre recepções diplomáticas e visitas de presidentes até que foi transformado em residência oficial dos governadores do estado.

Atualmente, é patrimônio tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural do Rio de Janeiro (INEPAC). Seu acervo compreende pinturas de Frans Post, uma réplica do piano que pertenceu à rainha Maria Antonieta da França, mosaicos de mármore e de cerâmica com aplicações de ouro 24 quilates, esculturas e mobiliário fino.

Fonte: BdF Rio de Janeiro

Edição: Mariana Pitasse



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