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Dando voz à periferia para promover a igualdade racial – Agência Brasília


O Dia da Favela foi lembrado em Ceilândia com conscientização e reflexão. As ações de promoção de igualdade racial, combate ao racismo, valorização da cultura e conscientização cidadã deram o tom da festividade. Realizado na Estação Cidadania CEU das Artes, na QNR 2, o evento marcou o início das comemorações do mês da Consciência Negra.

Roseli Rodrigues Silva, 33 anos, curtiu a música ao vivo que vinha da quadra poliesportiva do CEU das Artes. Moradora do Sol Nascente/Pôr do Sol, separada do marido, desempregada e com quatro filhos, a dona de casa comemorou o momento de lazer | Renato Alves/Agência Brasília

Celebrar o Dia da Favela significa valorizar e reconhecer as conquistas de seus moradores, que hoje comemoram sua dignidade, sua cultura e seu protagonismoMarcela Passamani, secretária de Justiça e Cidadania

Na programação desta quinta (4), manifestações artísticas e esportivas. Grupos musicais, cantores e DJ’s se apresentaram durante toda a tarde para moradores de Ceilândia e da vizinha Sol Nascente/Pôr do Sol no CEU das Artes. Administrado pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus), o espaço é destinado à promoção de projetos sociais.

“Celebrar o Dia da Favela significa valorizar e reconhecer as conquistas de seus moradores, que hoje comemoram sua dignidade, sua cultura e seu protagonismo”, destacou a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani.

O administrador de Ceilândia, Fernando Fernandes, enalteceu a força da população local. “Ceilândia já foi chamada de Campanha de Erradicação as Invasões e hoje é a maior cidade do DF. O que há muito tempo era considerado uma favela, virou cidade e, como diria os meninos de hoje, a favela venceu”, enfatizou Fernandes.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que os negros e pardos representam cerca de 54% da população total do país. No Distrito Federal, eles correspondem a 57% da população

Juvenal Araújo Júnior, subsecretário dos Direitos Humanos e Igualdade Racial da Sejus, alertou que a data não é apenas dedicada à celebração. “Ao contrário. Estamos aqui para comemorar a resistência, dignidade, produção cultural e a força das comunidades que vivem na periferia”, resumiu Araújo.

“A periferia é muito rica em cultura, mas falta apoio. Então, esse tipo de evento é importante para abrirmos os espaços em busca de um canal de comunicação com o poder público e para que a comunidade mostre a cara, sua autoestima e representatividade”, analisou o presidente da Central Única das Favelas (Cufa-DF), David Rodrigues. A entidade foi uma das organizadoras do evento.

Quem participou, gostou

Roseli Rodrigues Silva, 33 anos, curtiu a música ao vivo que vinha da quadra poliesportiva do CEU das Artes. Moradora do Sol Nascente/Pôr do Sol, separada do marido, desempregada e com quatro filhos, a dona de casa comemorou o momento de lazer. “É diversão para adultos e crianças. A população aqui é bem carente”, disse, ao agradecer a iniciativa do governo.

Maria Eloá Dias Romão, 10 anos, resumiu a ação. “Acho bem importante essa festa porque ajuda as pessoas a se valorizarem”.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que os negros e pardos representam cerca de 54% da população total do país. No Distrito Federal, eles correspondem a 57% da população. Uma pesquisa interna feita na secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus) mostrou a representatividade dos seus servidores, com 53% de funcionários negros ou pardos.

O Dia da Favela foi realizado pela Sejus em parceria com a Central Única das Favelas, Frente Favela Brasil e Coletivo Cultural Sol Nascente.



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