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quinta-feira, 30 de julho de 2026

Defensoria do Rio faz campanha de paternidade no metrô

O MetrôRio recebe nesta sexta-feira (31) a campanha “Meu Pai Tem Nome”, para realizar exames de DNA e orientação jurídica gratuita na estação de metrô da Carioca, no centro da cidade. ebc Defensoria do Rio faz campanha de paternidade no metrôebc Defensoria do Rio faz campanha de paternidade no metrô

A iniciativa é promovida pela Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro (DPRJ), e os atendimentos vão acontecer das 9h às 15h, no mezanino do Acesso B (Avenida Chile) da estação por ordem de chegada. 

“É importante também desmistificar o exame de DNA, porque muita gente, além de não conseguir ter recursos financeiros para pagar, pode deixar de fazer por medo. Então é importante dizer que esse exame é rápido, simples e praticamente indolor” informa a Defensora Pública, Larissa Davidovich. 

Para participar, basta comparecer com a documentação necessária, e em caso de realização do exame, todos os participantes precisam estar presentes para a coleta do material genético. A campanha também vai oferecer atendimento especializado para pessoas que desejam realizar o reconhecimento voluntário de paternidade ou maternidade, seja por vínculo biológico ou socioafetivo. 

Os resultados desta edição vão ser entregues no Dia D da campanha, 15 de agosto, no Estádio de São Januário.  

Como participar

Não é necessário nenhum tipo de inscrição prévia, basta levar a documentação necessária e realizar o cadastro junto a equipe da DPRJ no local. Os documentos necessários são: 

Da pessoa interessada:

Documento de identidade; CPF; Comprovante de residência atualizado.

Da pessoa que busca o reconhecimento:

Certidão de nascimento; Ou Declaração de Nascido Vivo (DNV), quando ainda não houver registro.

Quando aplicável: Certidão de óbito do suposto pai ou da suposta mãe.

Campanha Meu Pai Tem Nome

A campanha que é promovida nacionalmente pelo Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos-Gerais (Condege), garante acesso gratuito ao reconhecimento da filiação, assegurando direitos como pensão alimentícia, herança, benefícios previdenciários, acesso ao histórico de saúde familiar e o fortalecimento dos vínculos familiares.

A iniciativa busca enfrentar uma realidade que ainda afeta milhares de brasileiros. Em 2025, 173.112 crianças foram registradas sem o nome do pai na certidão de nascimento, o equivalente a 6,9% dos nascimentos registrados no país, segundo dados do Portal da Transparência do Registro Civil. 

No Estado do Rio de Janeiro foram 12.883 registros, representando 7,77% dos nascimentos, um percentual superior à média nacional. Ao longo dos próximos meses, a campanha está percorrendo diferentes locais do estado, ampliando o acesso da população ao serviço. 

As próximas etapas serão divulgadas pela Defensoria Pública.

*Estagiária sob supervisão da jornalista Tâmara Freire.

 

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